O Goiás Esporte Clube vive um momento decisivo de reorganização interna visando a temporada 2026. Em meio ao processo de reformulação do elenco e de readequação financeira, os bastidores do clube passaram a ganhar destaque, especialmente após o vazamento de informações envolvendo o novo comando técnico e os custos relacionados à mudança de treinador.
À frente do departamento de futebol, o diretor Michel Alves tem conduzido negociações delicadas, lidando com contratos, rescisões e ajustes orçamentários em um cenário que exige equilíbrio entre competitividade esportiva e responsabilidade financeira.
Mudança no comando técnico faz parte da contenção de gastos
Dentro desse contexto, a decisão de encerrar o vínculo com Fábio Carille não esteve ligada apenas a questões esportivas. A escolha também foi motivada pela necessidade de redução da folha salarial, um dos pontos considerados prioritários no planejamento do clube para 2026.
Com a saída de Carille, o Goiás avançou rapidamente para acertar a chegada de Daniel Paulista, treinador de 43 anos, valorizado no mercado da Série B e visto como um nome alinhado ao novo momento do clube. A oficialização ainda é aguardada, mas detalhes financeiros do acordo já começaram a circular entre torcedores e imprensa.
Salário de Daniel Paulista é divulgado
De acordo com informações divulgadas pela página Piriquito News, o custo mensal do contrato de Daniel Paulista no Goiás, incluindo sua comissão técnica, gira em torno de R$ 250 mil. O valor chamou a atenção por representar uma redução significativa em relação ao que era pago ao antigo treinador.
A comparação com o contrato de Fábio Carille evidencia a mudança de postura da diretoria. Para a temporada 2026, Carille teria acertado um salário próximo de R$ 500 mil mensais, praticamente o dobro do montante destinado ao novo comandante esmeraldino.
Internamente, a avaliação é de que a diminuição dos custos fixos com a comissão técnica abre margem para investimentos mais equilibrados em outras áreas do futebol, como reforços pontuais, estrutura e manutenção do elenco.
Multa contratual pesa no planejamento
Apesar da economia mensal projetada com a troca de treinador, o Goiás precisará lidar com um impacto financeiro imediato. A rescisão antecipada do contrato de Fábio Carille envolve uma multa estimada em cerca de R$ 1,4 milhão, valor que será diluído no planejamento financeiro ao longo da temporada.
A diretoria entende que, mesmo com esse custo inicial, a mudança tende a gerar benefícios a médio prazo, principalmente pela redução contínua das despesas mensais e pela possibilidade de maior alinhamento entre comissão técnica e projeto esportivo.
Estratégia financeira e novo perfil de comando
A escolha por Daniel Paulista também reflete uma mudança no perfil buscado pelo Goiás. O clube passa a apostar em um treinador mais jovem, com histórico recente de trabalhos competitivos e maior flexibilidade para atuar dentro de um orçamento mais controlado.
A expectativa é de que Daniel tenha papel ativo na construção do elenco, participando das decisões sobre permanências e contratações, sempre respeitando os limites financeiros definidos pela diretoria.
Planejamento entra na reta final
Com a definição do novo treinador e o esclarecimento das questões contratuais, o Goiás entra na reta final de planejamento para a temporada 2026. A diretoria trabalha para resolver pendências internas e acelerar o processo de montagem do elenco.
A tendência é que, a partir da oficialização definitiva de Daniel Paulista, o clube comece a anunciar reforços e movimentações no mercado da bola, dando mais clareza ao torcedor sobre o projeto esportivo que será executado no próximo ano.
Expectativa do torcedor
O vazamento das informações salariais gerou debate entre os torcedores esmeraldinos, divididos entre a preocupação com os custos da multa e a expectativa de um novo ciclo mais sustentável. A diretoria, por sua vez, aposta que a combinação entre controle financeiro e escolhas estratégicas permitirá ao Goiás iniciar 2026 com bases mais sólidas.
